Pr. José Silveira Junior
parte 2
Introdução: O que leva as pessoas a permanecerem em Jesus? O que as leva o buscar em segunda ou terceira vez?
Texto base: Jo 6:26-27
Logo após a primeira grande multiplicação dos pães, a multidão não queria mais ficar longe de Jesus, porém o Senhor lhes disse que eles não o estavam buscando por causa dos milagres extraordinários que Ele fazia. Eles o estavam buscando porque Jesus havia lhes imprimido uma marca, um selo espiritual. Jesus os havia suprido não apenas com suas carências naturais, mas Ele havia lhes dado razão e sentido de vida.
Eles haviam se alimentado de Jesus. O buscaram uma segunda vez porque não queriam mais ficar longe da sua presença, pois Jesus os havia conectado com Deus.
O que eles receberam de Jesus era muito mais que um alimento para seu corpo apenas. Eles haviam percebido que Jesus os alimentou por inteiro. O vazio havia ido embora. Eles estavam cheios de Deus. Cheios da vida de Deus. Vida eterna.
Existe uma comida que permanece para a vida eterna. Somente Jesus pode nos alimentar com este tipo de comida. Só Ele pode suprir o homem por inteiro.
“Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6: 33)
“Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede” (Jo 6: 35).
Somente Ele pode arrancar o vazio do coração da humanidade e resgatar-lhes o sentido da vida.
“Assim como Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim também quem de mim se alimenta, viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Vossos pais comeram do maná e morreram, mas quem comer este pão viverá para sempre” (Jo 6: 57-58).
Conclusão: Todo aquele que se alimentou de Jesus de uma forma plena e verdadeira tem seus espírito conectado com Deus e recebe dele todo suprimento natural, emocional e espiritual para sua vida. Depender de Deus é um fator fundamental para aquele que está em Cristo. Quem de mim se alimenta viverá por mim.
Ele é o pão vivo que desceu do céu. Tudo o que precisamos para viver e para o servir está nele. Ele nos alimenta com um tipo de comida que nos traz vida e força. Não necessitamos de coisa alguma, a não ser estar nele! Ele nos supre! Ele nos traz a convicção de estar fartos! A plenitude pertence a Deus e Ele a compartilha com seus filhos.
Somente Ele tem o que precisamos. Com Ele a dúvida vai embora. A ferida se cura. O medo some. O amor invade. A paz toma conta e a vida, mesmo em meio a lutas ou dificuldades, fica muita melhor de ser vivida, porque Ele é um manancial de águas vivas!
Palavra ministrada no culto do Arena Jov 1, dia 15 de agosto de 2008.
…comestes do pão e vos fartastes
Pr. José Silveira Junior
parte 1
Introdução: Que circunstâncias em nossa vida nos levam a duvidar do poder de Deus? Qual é o nosso limite para crer? Qual é a fronteira em nossa vida entre a terra da certeza e a terra da incredulidade? O que Deus espera de nós em momentos de definição de destinos?
Texto base: Jo 6:1-13
Nesta maravilhosa passagem havia um quadro crítico a ser resolvido.
Jesus havia passado boa parte do dia curando as enfermidades do povo (Mt 14:14) e ao perceber que aquele povo estava faminto Jesus lança um pergunta cheia de segundas intenções ao seus discípulos:
Onde compraremos pão para toda esta multidão comer?
Esta pergunta de Jesus continua ecoando no coração de todo servo de Deus, compromissado com sua obra.
A Bíblia relata (Jo 6:6) que Jesus fez esta pergunta não porque ele não sabia a resposta, mas porque queria testar a fé e a visão do poder de Deus em seus discípulos e nesta passagem o SENHOR traz a luz dois tipos de comportamento esperados nos discípulos.
O primeiro deles é representado por Filipe. Este não compreendendo a profundidade da visão de Jesus responde que nem mesmo 200 denários seriam capazes de comprar alimento suficiente para toda aquela multidão.
Filipe pensou como um homem comum. Filipe pensou naturalmente. Filipe se utilizou do conhecimento humano para responder aquela pergunta. Porém, para a realização da obra de Deus o conhecimento natural e humano tem muito pouco valor. O conhecimento adquirido pelo homem através da árvore do conhecimento do bem e do mal nada é útil no reino de Deus, uma vez que este é um conhecimento que vem da natureza caída do homem, que vem da sua carne.
Para cumprir a missão que Jesus nos deixou em Mt 18: 18-20, o conhecimento humano atrapalha muito mais o mover de Deus que ajuda. O motivo disto é que o estabelecimento do reino de Deus na terra, através dos filhos de Deus, necessita de conhecimento espiritual. Um conhecimento não proveniente da razão do homem, mas da fé. Não há nada na inteligência do homem que pode contribuir no reino. Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo (1 Co 1: 19-20).
Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia (1 Co 3: 18-19).
Porém o segundo comportamento esperado, proveniente do segundo discípulo enche o coração do Mestre de alegria, pois era regado de uma fé e uma dependência de Deus maravilhosa.
Disse André: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isto para tantos. (Jo 6: 9).
Certamente os outros discípulos de Jesus devem ter pensado algo do gênero: André perdeu o juízo. O que que tem a ver dizer ao Mestre que existe alguém aí que tem cinco pães e dois pequenos peixes. Porque André falaria uma coisa desta numa hora de tomada de decisões tão importante?
Havia em André, algo que os outros ainda não tinham para aquela situação. Havia nele fé que Jesus faria algo proveitoso com o que estava disponível. Havia em André a dependência necessária para gerar milagres.
O nosso Deus é todo-poderoso. Ele é o manancial das águas vivas. Ele detém a vida eterna.
Porém este mundo em que vivemos está preso num ambiente de hostilidade incrédula e neste ambiente, muitos são os que sofrem por crerem no poder de Deus.
André percebeu que cinco pães e dois peixes não era nada para alimentar uma multidão. Mas André também estava convicto de uma outra coisa: Aos pés de Jesus aquele pouco poderia se transformar em muito pois ele estava diante do próprio Pão da Vida! Ele estava diante daquele que tem poder para suprir todas as carências do homem ao ponto de viver uma vida de abundância. Ele viu os barris de água se transformarem em vinho da melhor qualidade.
André tinha uma certeza: Aos pés de Jesus, toda tempestade poderia ser aplacada com apenas uma de suas palavras. Jesus precisa de discípulos assim!
Conclusão: Agora em meio a toda esta multidão de carências, havia um discípulo que se superou em atitude de fé. Este foi o menino dono dos cinco pães e dois peixes, uma vez que ele deu de todo o seu sustento, crendo que Jesus saberia o que fazer. Entregou tudo o que tinha.
Esta é a grande diferença do ovo e do bacon. A galinha entregou seu fruto natural em prol dos outros e foi louvada por isso. O porco, em contra partida, entregou-se completamente e deu a sua vida em prol dos outros.
Estamos vivendo tempos de abundantes colheitas e para esta grande jornada será necessário trabalhadores destemidos, que não dão apenas o que tem de melhor, mas que dão a si mesmo afim de cumprir com as exigências de tão nobre e maravilhosa obra.
Palavra ministrada no culto do Arena Jov 1, dia 8 de agosto de 2008.

4 Comentários
Setembro 1, 2008 às 8:42 pm
Muito bom!
Assim como pregos em minhas mãos não serviriam de nada e nas mãos do Mestre significou a salvação, 5 pães e 2 peixes na mão Dele é tudo do que Ele precisa. E as vezes, somos nós os pães e peixes que Jesus quer usar. Pode ser pouco, mas é tudo que somos e justamente do que Ele precisa…
Novembro 4, 2008 às 6:48 pm
Realmete essa palavra é demais.
Nos faz pensar e refletir sobre o tamanho da nossa fé.
Será que terríamos fé suficiente para fazer o que o garoto fez? Entregar toda a comida que ele tinha para que Jesus alimentasse aquela multidão?
Fiquem com Deus.
Janeiro 5, 2009 às 10:00 pm
Na primeira história (abaixo da introdução) deixa a impressão de que o povo estava conectado com Jesus por causa do pão e peixe?? acho que o Sr. equivocou-se. Nosso alimento é a o nome de Jesus, o amor a Deus e ao próximo, e após Jesus ter feito o milagre os pães o povo não foi atrás dele, foi ele quem saiu da presença deles para orar. Mt 14.22 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões.
Janeiro 6, 2009 às 4:10 am
querido João, Jo 6: 26 diz:
“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.”
Foi Jesus que disse e não eu que o povo entrou nos seus barcos e foram atrás de Jesus por causa do milgre do pão e de serem fartos pelo favor imerecido de Deus.
Nesta mensagem, procuro trabalhar justamente sobre esta analogia entre pão natural e o verdadeiro pão vivo que desceu do céu, incluindo a questão do prenchimento qu só Deus pode dar.
Procurei mostrar um significado mais profundo sobre a frase comestes do pão e vos fartastes, trazendo isso para um significado espiritual.
No versículo 27 Jesus os adverte, justamente para que eles busquem sempre o alimento espiritual, que é a realização da vontade de Deus.
Sinceramente acho que deixei isto bem claro na mensagem, mas se por algum motivo ficou confuso, peço perdão.
Releia ela e veja se ainda achas confuso.